quinta-feira, 1 de julho de 2010

Plumas Cortantes

Plumas esvoaçam

Cortando corpos,

Deixando sair

Gritos de sorrisos

De sangue coagulado.

Nas siderais esferas

De um corpo

Estraçalhado,

O ar se torna acido

Corroendo tudo

Na passagem estreita,

De uma garganta

Apertada pela mão

Invisível de um medo

De um ser que se perde.

Espero sentado

Pelo nada que se avizinha

Despindo a dor

Que se desmembra

Em estilhaços penetrantes.



(Alexandre Falcão)

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