Recupero os sentidos
Que dormitam cansados,
O corpo refeito regenera-se
Num movimento lento
Mas progressivo,
Deixo cair as palavras
Ainda de forma lenta
Na folha virgem,
Com o pensamento pastoso
Sem profundidade aparente
Projecto-me docemente,
O sentido esbatido
Ganha seus contornos
Palpáveis e legíveis,
Descrevo-me de forma opaca,
Procurando a limpidez no olhar,
Que se lança em voo livre.
(Alexandre Falcão)
quinta-feira, 1 de julho de 2010
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